quinta-feira, 11 de julho de 2013

Pilates para Crianças


Existem várias diferenças entre o modo de vida das crianças de ‘antigamente’ para as de hoje. Antes, até mesmo para as brincadeiras era necessário um certo esforço físico — subir em árvores no esconde-esconde, jogar futebol em terrenos baldios, correr em carrinho de rolimã, queimada… Hoje, para a maioria, a diversão é dentro de casa ou apartamento; entenda-se televisão, computador e vídeo game. Sem contar com a agenda corrida de colégio, curso de línguas, educação física, quase sempre carregando bastante peso na mochila. Isso tudo, além de estressar os pequenos ainda gera sequelas na postura, entre outros problemas. Para tratar tudo isso, o Método Pilates pode ser uma poderosa ferramenta.
Mas quando se fala em Pilates para crianças, uma das primeiras perguntas a vir nas mentes dos pais é: “Mas não é uma atividade muito puxada para meu filho? Não vai comprometer seu desenvolvimento?”
Segundo os especialistas, é justamente o contrário. O pilates só tem a contribuir para o desenvolvimento das crianças, uma vez que além de fortalecer a musculatura para suportar a carga da mochila, corrige a postura, introduz à disciplina, concentração e ainda serve de canal para extravasar a energia típica da idade.


Segundo a professora Bianca Dore, o pilates pode ser aplicado a partir dos quatro anos de idade, desde que em turmas específicas, só com crianças. Ela explica que os exercícios são aplicados de forma lúdica, como uma brincadeira, com o objetivo de conquistar os pequenos alunos à pratica do método e assim corrigir não só os maus hábitos posturais motivados pelo peso da mochila, mas também pela forma relaxada de sentar diante da tevê, do computador e até mesmo na cadeira escolar.
Na fase entre a infância e a adolescência ocorrem as maiores transformações no nosso corpo, que cresce de forma acelerada, definindo-se. O peso exagerado da mochila escolar e a forma inadequada de sentar-se são umas das principais causas de problemas ortopédicos futuros. O Pilates tem sido bastante procurado, pelos pais bem informados sobre o método, por prevenir, minimizar e corrigir desvios posturais através de exercícios que se adequam e respeitam os limites e as necessidades de cada criança.
Luciana Fontes, mãe de Gabriela, de 10 anos de idade, conta que resolveu colocar a filha no Pilates por considerar ser a forma mais correta de ela se exercitar sem agredir a musculatura em desenvolvimento — o que, em sua opinião, geralmente acontece em outras atividades físicas.
“Além disso, tem o auxílio direto do professor. Decidi inscrevê-la nas aulas para consertar a postura, pois percebo que às vezes ela fica um pouco relaxada. Ela já fez balé e pratica vôlei no colégio. Tem toda uma herança de arte e exercícios físicos na família”, comenta Luciana.
O fato de ser professora de Pilates fez com que Marivani Rocha colocasse seus dois filhos gêmeos, Gabriel e Pedro — hoje com quatro anos de idade — nas aulas do método. E isso já faz dois anos. “Desde cedo procurei fazer os exercícios com eles, pelo menos uma vez por semana. Eles têm muita energia e temos que fazer com que a gastem.”
Marivânia também comenta o fato de as crianças estarem muito mais sujeitas ao sedentarismo. “Hoje tem muito computador. Logo cedo, as crianças já sabem ligar, entrar na internet, visitar sites, jogar. Passam as horas vagas sentadas diante dele. Antes as brincadeiras eram correr, subir em árvores; precisava de mais de esforço físico.”

Alguns benefícios do Pilates para as crianças:


- Organização do sistema locomotor e a melhora da postura;
- Melhora da concentração, do humor e do sono;
- Melhora da circulação sanguínea e energética;
- Melhora da digestão;
- Melhora do tônus e da flexibilidade.


Como funciona o Pilates para as crianças:


Graças a variedade de instrumentos e técnicas, as crianças veem o Pilates como uma brincadeira. São utilizados acessórios como bolas, discos de rotação de equilíbrio, rolos de espuma e meia-lua, aliados com atividades lúdicas, alem de movimentos que compõem o universo infantil como cambalhotas, trilhas sobre objetos que desafiam o equilibro, jogos com bolas de diversos tamanhos e ate passos de dança. Costuma ser usados também os equipamentos do Pilates como Reformer, Combo Chair, com o cuidado de não permitir que aja sobrecarga para a criança.


A partir do momento que as técnicas são aplicadas com os pequenos, eles também podem ser orientados sobre o que esta fazendo, qual parte do corpo esta trabalhando e como fazer para melhorar a postura na frente do computador, da televisão e nas cadeiras das escolas, trazendo uma visão mais consciente para os pequenos.


Fonte: Revista Pilates

Pilates para terceira idade .



Em nossa sociedade encontramos com frequência quem acredite que com o passar dos anos, a idade avançada torna as pessoas obsoletas e incapazes. Estudos comprovam que as pessoas que pensam desta forma são justamente aquelas que acabam por ficar desse jeito.
Envelhecer não deve ser sinônimo de incapacidade. É possível aproveitar a vida quando se está numa idade avançada. Uma ótima maneira de se fazer isso é praticando atividades físicas.
O Pilates é um exercício muito eficaz para amenizar e até mesmo reverter os efeitos do tempo sobre o corpo. As gerações mais velhas podem tirar proveitos de muitos de seus benefícios. Por ser um exercício de baixo impacto, não há pressão sobre as articulações enquanto os movimentos são executados, tornando-o ideal para os praticantes da terceira idade.


O Pilates proporciona uma espinha mais resistente de modo a aumentar o equilíbrio corporal, o que é um grande avanço, já que o idoso tem seu equilíbrio comprometido devido aos desvios posturais decorrentes da idade. Através de exercícios desafiadores, o equilíbrio é restabelecido, restaurando as conexões responsáveis pela sensação de segurança ao caminhar e realizar as atividades do dia-dia.
A prática estimula a produção e a demanda de cálcio para os ossos que possam estar fragilizados, proporcionando lubrificação e aumento da amplitude dos movimentos para as articulações acometidas, respeitando os limites e avanços de cada um dentro das aulas. Por isso, os portadores de doenças como artrose, artrite reumatóide, artroplastia e discopatias degenerativas (degeneração das vértebras e discos da coluna), osteopenia e osteoporose também podem obter melhorias com o treinamento.
Contudo, o maior ganho da prática talvez seja a melhora que ela proporciona à auto-estima. Conforme o idoso se familiariza com os exercícios, ele se surpreende por conseguir realizar uma série de movimentos que, até então, ele não se julgava capaz.
O Pilates incentiva a vontade de aprender e viver, proporcionando melhor qualidade de vida. Através dele os idosos podem resgatar a confiança em si mesmos, valorizando-se mais e desfrutando melhor das coisas boas que a vida tem a oferecer.

Fonte: www.beautiful-body-ideal-weight.com

Pilates para Gestantes .


Há tempos atrás, a gravidez era considerada como sendo o  período em que a mulher precisava ter certos cuidados hoje considerados fora de  propósito. Mulheres em período gestacional recebiam orientações quanto a  permanecer em repouso, evitar esforços físicos, e alimentar desejos  extravagantes, além de liberdade para abusar de alimentos pouco saudáveis,  gordurosos e doces.
Agora, a palavra de ordem é gravidez saudável; o culto ao  corpo de forma moderada é até benéfico. As recomendações, não somente para  gestantes, mas para todas as pessoas em geral, são cultivar bons hábitos que  incluem: alimentação balanceada e exercícios físicos moderados, mas constantes,  que garantam uma melhor qualidade de vida durante e depois da gravidez.
O Pilates está entre as modalidades de exercícios  recomendados para esse período, pois ao contrário do que se acredita, grávidas  podem usufruir da prática, à exceção daquelas que se encontram em gravidez de  risco, ou tiveram algum tipo de complicação que devam seguir recomendações  médicas de repouso, a fim de evitar maiores consequências. É importante que o  ginecologista esteja ciente da prática dos exercícios e que seja consultado  quanto à sua liberação (o instrutor de Pilates deve exigir isso de sua aluna).
Acreditava-se que o Pilates era contraindicado para  gestantes, devido a sua propaganda estar muito voltada a “malabarismos” nos  aparelhos e na bola, e também pela sua grande ênfase na contração abdominal. Na  verdade, o Pilates pode ser adequadamente adaptado para a gravidez, desde que  não sejam realizados certos exercícios, tais como os abdominais.
É importante ressaltar que a gestante não deve ser colocada  em posições que causem muito desequilíbrio, para evitar risco de quedas, mas os  exercícios de braço estão muito bem indicados, já que fortalecem a região dando  boas condições à futura mamãe de carregar seu filho no colo.
Pernas também estão liberadas para serem trabalhadas, a fim  de se evitar dores articulares que possam vir em função do sobrepeso, que  acomete a mulher durante esse período.
Os exercícios de alongamentos devem ser priorizados, pois  na gravidez, em função do aumento abdominal, o peso da mulher se desloca todo  para a frente, alterando o seu centro de gravidade, aumentando a curvatura  fisiológica da coluna, e causando dores.
Os exercícios abdominais e a mobilidade da coluna serão,  naturalmente, praticados durante os exercícios de braços, de pernas, e através  da respiração característica do método.

O Pilates auxiliará a gestante no período pós-parto,  facilitando o retorno mais rápido do abdômen, e diminuindo a flacidez  característica deste período.
Cabe ressaltar que é necessário que o ginecologista esteja  de acordo com a prática do Pilates. O ideal é que ele mande uma liberação por  escrito para que o instrutor saiba do andamento da gestação. Se a aluna suspeita  que está grávida, ela deve avisar imediatamente o instrutor, mesmo que ainda não  tenha feito nenhum exame para comprovação, para que se evite certos exercícios,  garantindo uma gestação sem sustos.
Entretanto, deve-se salientar que se a gestante nunca  praticou nenhum tipo de exercício físico, é melhor não escolher essa técnica  para iniciar. Espere o término da gestação, e aí sim procure um Estúdio de  Pilates para praticar.

Fonte: ABC da Saúde.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Nove dicas para evitar problemas de coluna durante os estudos e o trabalho.

Muitas pessoas passam um longo período de tempo sentadas. Seja trabalhando ou estudando, o fato é que quem sofre ou já sofreu problema na coluna sabe como é incômodo e difícil lidar com ela. Para aliviar e até evitar essas dores, o neurocirurgião, especialista em coluna, Eduardo Iunes dá algumas dicas, com base na pesquisa realizada pela Sociedade Norte-Americana de Coluna – “9 for Spine”.

1.   Exercite-se regularmente para melhorar a saúde e reduzir as chances de dor nas costas

Para se manter saudável, sua coluna precisa de um regime regular de alongamento, fortalecimento e exercícios de condicionamento aeróbico, como natação, yoga, musculação e caminhadas. “Sem exercício, os músculos podem ficar fracos e sem condicionamento, o que pode levar a dores nas costas e a lesões. Se você tiver dúvida sobre a prática esportiva mais apropriada para você, consulte um especialista, antes de iniciar a prática esportiva, visando encontrar os exercícios certos para ajudá-lo a permanecer saudável, sem estresse, forte e livre de dor nas costas”, orienta o neurocirurgião Eduardo Iunes.
2.   Não fume

Muitos especialistas afirmam que que os fumantes são mais propensos a sofrerem com dor nas costas do que os que não fumam. “Acredita-se que o fumo restringe o fluxo de sangue para os discos que amortecem as vértebras, reduz a absorção de cálcio e impede o crescimento de novos ossos. Muitos cirurgiões de coluna relutam em realizar certas cirurgias, como a fusão de coluna, em pacientes que fumam devido às possíveis  intercorrências no pós-operatório”, diz o médico.
3.   Mantenha um peso corporal saudável

O peso extra muda o centro de gravidade do corpo,  quando concentrado na região abdominal, deslocando-o para frente e realizando uma tensão desnecessária sobre os músculos das costas e dos tecidos circundantes. “Por outro lado, a magreza extrema, que também pode ser acompanhada por baixa massa óssea, também coloca o paciente em risco de desenvolver osteoporose. O ideal é contar com acompanhamento médico para determinar e manter o peso ideal durante a vida”, recomenda Eduardo Iunes.
4.   Mantenha os músculos das costas fortes

Músculos fracos e sem condicionamento no abdômen e nas costas não oferecem um apoio apropriado à coluna, o que pode levar ao aparecimento de dor e  lesões. “É preciso buscar o fortalecimento da musculatura desta região do corpo, praticando exercícios, com orientação médica, que visem alongar e fortalecer as costas e os músculos abdominais, como yoga ou pilates”, diz o neurocirurgião.
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5.   Observe as orientações de mecânica corporal quando você se levantar e se abaixar

 “Se você deve levantar ou mover algo pesado, faça isto com segurança. Encontre um parceiro para compartilhar a carga. Em vez de puxar ou levantar um objeto pesado, empurre-o”, ensina o especialista em coluna.
6.   Verifique e altere a sua postura frequentemente ao usar seu laptop, smartphone ou tablet

A revolução tecnológica nos trouxe comodidade. E junto a ela veio a facilidade de ter dor nas costas. Passar o dia (e muitas vezes a noite) ligado ao computador, smartphones ou tablets pode trazer esse malefício. “Estar conectado 24 horas por dia pode realmente adicionar estresse à vida, o que pode levar a dores nas costas. Se você deseja limitar a sua dor nas costas, limite também o uso da parafernália eletrônica. Se você precisa usar seus gadgets, mantenha uma postura neutra na coluna e observe se a tela está na altura dos olhos, sempre que possível. Assim que você completar 30 minutos de uso, levante-se, espreguice-se e faça uma pausa no uso dos eletrônicos, quebrando assim a atividade mecânica do corpo”, recomenda Eduardo Iunes.
7.   Reduza o estresse

A dor na coluna pode estar ligada ao estresse. A resposta do organismo ao estresse pode se dar pela tensão muscular nas costas, que pode causar espasmos dolorosos. “No manejo da dor crônica nas costas, é fundamental reduzir o estresse tanto quanto possível, mesmo que isso signifique desligar o smartphone após o trabalho, ir a um terapeuta, aprender técnicas de relaxamento ou praticar exercícios físicos mais regularmente. Gerenciar bem o estresse pode ajudar a prevenir que a dor nas costas ocorra”, ensina o médico.
8.   Mantenha os ossos fortes e saudáveis, tomando cálcio, vitamina D e praticando exercícios

Como a coluna tem 33 dos 206 ossos do nosso corpo, a saúde de todo nosso corpo está ligada à saúde óssea. “Para reduzir a chance de sofrer com osteoporose, verifique com seu médico se você precisa tomar suplementos de cálcio e/ou vitamina D. Faça exercícios com regularidade. Caminhada, alongamento, yoga, pilates e musculação (sob orientação) desencadeiam um aumento da densidade óssea muito benéfica para prevenir dores na coluna”, informa Eduardo Iunes.
9.   Moderação! Se você não pratica exercícios físicos com frequência, nada de exagerar nas práticas esportivas no fim de semana

Se você trabalha pesado de segunda a sexta, e não tem muito tempo de cuidar do seu corpo durante esses, não desconte tudo nos fins de semana, fazendo série de exercícios ou todas tarefas domésticas de uma vez. “É provável que você acabe ficando doente na segunda por causa da tensão muscular dolorosa. A melhor aposta para se manter saudável e livre de dor na coluna é manter o mesmo ritmo, durante toda a semana, em suas tarefas e nos exercícios físicos. Um regime regular de alongamento,  musculação e exercícios aeróbicos de condicionamento são melhores para a coluna do que uma única explosão de exercício intenso no sábado”, alerta o neurocirurgião.
Fonte: Administradores.com

sexta-feira, 5 de julho de 2013

TREINAMENTO FUNCIONAL

O treinamento funcional trabalha o corpo como um todo e não apenas grupos musculares isolados.
Um corpo saudável e bonito é assunto relevante para quem malha ou não. E novas modalidades, aulas e propostas para entrar em forma aparecem com frequência e logo recebem o aval de personalidades, que precisam exibir silhueta sempre em dia.

Pois a nova moda atende pelo nome de treinamento funcional, praticado por atrizes, modelos e cantoras no Brasil e no mundo.

O treinamento funcional trabalha o corpo como um todo e não apenas grupos musculares isolados. "Explora o corpo de forma integrada e diversas capacidades, como força, resistência, agilidade", explica Alessandro Melo, coordenador personal da Reebok Academia. Essa é a principal diferença em relação aos outros tipos de exercícios, e pode ser comparado a outras práticas como Pilates e ioga, no conceito global, mas não nas atividades propostas.

O que é
É uma proposta criada pelo americano Gray Cook há mais de uma década, batizada de Functional Movement System (Sistema de Movimentos Funcionais), que propõe que os movimentos feitos pelo corpo sejam corretos. A melhor imagem para definir são os movimentos feitos por crianças que agacham de maneira correta, são elásticas, mantêm a coluna ereta, só para citar alguns exemplos. Com o passar dos anos, o corpo vai se adaptando a posturas e movimentos errados que levam a desequilíbrios de força, redução de agilidade ou mesmo lesões, entre outros problemas. Mesmo quem mantém rotina de atividades físicas pode estar sujeito a tais questões. Há pouco mais de dois anos, ganhou notoriedade com o lançamento do livro Movement (Movimento), que reuniu pela primeira vez as pesquisas, exercícios e proposta do Treinamento Funcional.

O que propõe
Por meio de uma avaliação, chamada de Functional Movement Screen, composta por sete movimentos naturais do corpo, são avaliadas as condições gerais, como força, resistência e agilidade. "Nesse trabalho podem ser diagnosticadas lesões, assimetrias ou outras deficiências que serão trabalhadas com exercícios, aumentando a eficiência dos resultados e evitando lesões", explica Alessandro Melo, coordenador personal da Reebok Academia.

Musculação funcional
O termo correto que descreve o método é Treinamento Funcional, mas muitos profissionais associam o método a exercícios da musculação tradicional, o que popularizou o termo 'musculação funcional'.

Principal diferença
Exercícios de musculação geralmente são localizados, focando a força em um determinado músculo. Já os exercícios do treinamento funcional focam em cadeias musculares, são bem variados e envolvem, além da força, equilíbrio, agilidade, consciência corporal, entre outros fatores. "Os exercícios são complexos e exigem consciência corporal", explica o personal trainer Rafael Lund, que treina as atrizes Flávia Alessandra e Deborah Secco.

Benefícios
O corpo simplesmente passa a se movimentar melhor. Parece pouco, mas significa que tudo estará em equilíbrio. "O principal é preparar o corpo para movimentos mais próximos daqueles que usamos no dia a dia. A ideia é focar nos padrões fundamentais do movimento humano, como empurrar, puxar, agachar, girar, lançar, entre outros", diz Rafael Lund. A proposta vai além da estética. "É algo para gerar benefícios para o resto da vida, não apenas um resultado imediato. Vai fazer melhor atividades como praticar esportes, trocar uma lâmpada, pegar coisas no alto", enumera Alessandro Melo.

Redução de riscos
Uma das principais propostas do Treino Funcional é a de evitar lesões no corpo. Elas geralmente acontecem porque músculos e articulações muitas vezes ficam limitados a movimentos feitos em diversas modalidades, como a musculação, por exemplo. "Quando o corpo precisa se movimentar fora daquele padrão, aparecem as lesões", explica Alessandro Melo. O profissional conta sua experiência pessoal de ter desenvolvido duas hérnias de disco na região lombar mesmo sendo ativo e estando em forma. Isso aconteceu devido à falta de mobilidade nos quadris e encurtamento de alguns músculos que não eram trabalhados em treinos de musculação tradicional. Além da rigidez e encurtamento, são comuns problemas de compensação, quando o corpo tem mais força de um lado do que do outro. O treinamento funcional é empregado no preparo de atletas de elite em diversas modalidades, pois preparadores físicos e empresas preferem manter esportistas longe de lesões, o que significa perda de oportunidades e dinheiro gasto com tratamentos, muitas vezes, longos.

Modismo
Assim como aconteceu com o Pilates e a ioga, cujos exercícios mais difíceis, muitos dos quais se pareciam com acrobacias circenses, eram tidos como meta geral dos praticantes, no Treino Funcional, movimentos realizados com o corpo suspenso são normalmente divulgados como centrais para a prática. Eles podem ser feitos e fazem parte da proposta, mas existem exercícios mais simples, como agachamentos, entre outros, que geram os resultados esperados. "Muitos pensam em fazer coisas impossíveis e que os movimentos devem ser difíceis, mas não é esse o objetivo", diz o personal trainer da Reebok.

Isso também não significa que não se deve almejar as posições mais difíceis". Como são exercícios dinâmicos e muitas vezes desafiadores, fazem com que o aluno queira ir cada vez além. É um dos aspectos principais, o aluno querer evoluir cada vez mais no grau de dificuldade", explica Rafael Lund.

Quem pode praticar
Segundo Rafael Lund, qualquer pessoa, independentemente de idade ou gênero. O que diferencia o treino de uma pessoa para outra são os exercícios e o grau de dificuldade destes para atingir o objetivo.

Como são as aulas
Não existe um padrão, pois os exercícios são definidos de acordo com as necessidades do aluno. Em geral, faz-se muitos tipos de agachamentos, exercícios de sustentação do corpo e de puxar e empurrar.

Diferença em relação à musculação tradicional
Além do trabalho global do corpo, o treinamento funcional pede que o aluno aprenda a executar um movimento corretamente, para depois acrescentar a sobrecarga. Por exemplo, num agachamento, a pessoa deve conseguir flexionar os joelhos, mantendo a coluna ereta e, quando realizar a descida com perfeição, poderá contar com auxílio de pesos para potencializar resultados. Na musculação tradicional, existe a ideia de que a conquista da força muscular é que irá corrigir o movimento incorreto, o que pode levar a lesões.

Abordagem global
Alguns críticos do Treino Funcional afirmam que movimentos sempre feitos nas academias ganharam apenas uma nova etiqueta para cair na moda. O fato é que o método propõe buscar o equilíbrio em movimentos naturais ao corpo, daí a confusão. "Existe, sim, uma volta a padrões de movimento já utilizados em treinamentos de diversas modalidades e aspectos de tratamento fisioterápico, mas com uma proposta um pouco diferente e mais estudos científicos que justificam e alinham o trabalho", explica Rafael Lund.

Aparelhos
O principal aparelho usado nos exercícios é o peso do próprio corpo. Mas conta-se com auxílio de equipamentos como Cross Core, Bosu, entre outros, que levaram o treinamento funcional a outro patamar. Mas pode-se usar qualquer objeto que esteja disponível, como pneus, barras, barreiras. O equipamento TRX é um dos mais procurados por celebridades e que chama atenção por ser um treino suspenso, onde o corpo realiza movimentos, como simulando remadas, usando o próprio peso. Outro aparelho que se integra à proposta é o Keiser, que possibilita treinar a força sem trancos ou impactos devido a um sistema pneumático. Diferentemente dos aparelhos de musculação convencionais, não mascaram encurtamentos ou diferenças de forças entre os lados do corpo, por exemplo.

Mescla de propostas
A prática do treinamento funcional, em geral, não irá resultar em um abdômen sarado. O principal objetivo é o de melhorar os movimentos do corpo de maneira geral. Portanto, a maioria dos alunos opta por um trabalho conjugado, misturando o treino funcional com a musculação ou outras modalidades. "Se o treino funcional for intenso, ajuda no emagrecimento, mas se a ideia for focar em alguma área específica, como ganhar massa nos braços ou glúteos, precisa completar com outras atividades", explica Alessandro Melo. "No meu trabalho, não crio distinções entre os métodos de treinamento. Normalmente misturo um pouco de tudo para atingir o objetivo do aluno. Funcional, convencional, lutas, esportes com bola, até mesmo ioga ou Pilates", disse Rafael Lund.
Fonte: Saúde em Forma

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Afinal Fisioterapeuta é ou não doutor?

Muita gente ainda tem dúvidas em relação a essa questão.
Ainda há Fisioterapeutas com dúvidas sobre o uso do DR. Para tentar diminuir essa questão, leia o texto a seguir. Se você é colega de profissão, não se diminua exportando abreviaturas não reconhecidas, como o FT. Assuma a postura e a responsabilidade que você suou para adquirir na faculdade. E se for questionado a respeito aí vai o argumento:

A origem do termo doutor encontra-se na palavra latina doctor, que significa mestre ou professor, pertencente à família do verbo docere, cuja tradução é ensinar. Um doutor, considerando-se do ponto de vista estritamente etimológico da palavra, é aquele que ensina. Segundo os nossos atuais dicionários Aurélio, Houaiss e Michaelis, doutor, em suma, significa: aquele que cursou o doutorado; uma pessoa considerada muito culta, importante; todo o indivíduo formado em curso superior.

Segundo o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – CREFITO, o fisioterapeuta deve usar e apresentar-se como Doutor na sua atuação profissional com respaldo legal para tal, considerando o princípio da isonomia, da tradição cultural de nosso país e da sua fundamentação científica profissional. Alguns fisioterapeutas brasileiros usam a abreviação Ft. (fisioterapeuta) transcrita dos fisioterapeutas portugueses e originada do molde PT (physiotherapeutic) dos norte-americanos ao invés de usar o título Dr. A abreviatura FT. não é oficial no Brasil, e, portanto não é reconhecida pelos CREFITO’s e COFFITO.

Respaldo Legal para o uso de Doutor pelo Fisioterapeuta:
O Presidente Do Conselho Regional De Fisioterapia E Terapia Ocupacional Da 5ª Região – Crefito-5;

No uso de suas atribuições e competência prevista no inciso II, do art. 44, da Resolução COFFITO-6, tendo em vista o deliberado na Reunião de Diretoria, realizada em 23/10/2000, em consonância com a luta até então desenvolvida pelo Egrégio Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – COFFITO, e considerando:
1- A não existência do direito positivo brasileiro, consubstanciado na Lei n. 5.540 de 28.01.68, e no Decreto Lei n. 465 de 10.02.65, de preceitos legais disciplinando a concessão do título de Doutor;
2- Baseando-se em que o uso do título de Doutor tem por fundamento procedimento isonômico, sendo, em realidade, a confirmação da autoridade científica profissional perante o paciente;
3- Que o título de Doutor tem por fundamento praxe jurídica do direito consuetudinário, sendo de uso tradicionalmente aceito entre os profissionais de nível superior;
4- Que a praxe jurídica fundamentada nos costumes e tradições brasileiras, tão bem definidas nos dicionários pátrios, asseguram a todos diplomados em curso de nível superior, o legítimo direito do uso do título de Doutor;
5- Que a não utilização do título de Doutor leva a sociedade e mais especificamente a clientela do profissional da área a que se destina assistência fisioterapêutica, pressupor uma inadmissível e inconcebível subalternidade, em se tratando de profissional de nível superior;
6- Que deve ser mantida isonomia entre os componentes da Equipe de Saúde e que o título de Doutor é um complemento, um “plus” na afirmação de um legítimo direito conquistado ao nível de aprofundamento em uma prática terapêutica com fundamentação científica;
7- A inexistência, na língua portuguesa e na legislação própria das expressões FT e TO, o que por lógico torna inadmissível a utilização de tais abreviaturas como identificação do profissional da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional, respectivamente;
8- Que expressões outras que não Fisioterapia, dificultam e não identificam de forma clara e objetiva o profissional da Fisioterapia;
DECIDE: Recomendar aos Fisioterapeutas que na sua atuação profissional usem o título de Doutor, por se tratar de um direito legítimo e incontestável. Outrossim, decide ainda, não reconhecer as abreviações FT como identificadora do profissional da Fisioterapia.

Pontos-gatilho ou Trigger points

Os pontos-gatilho são pontos discretos, hiper-irritável localizados em uma banda tensa do músculo esquelético. Eles produzem dor no local, mas isso não é tudo! Ao contrário de uma adesão mais simples, quando abordado, os pontos de gatilho ativam dor em uma área diferente do corpo. Isso é chamado de dor referida. 

O padrão de dor referida, embora não idêntico de pessoa para pessoa, é extremamente consistente em cada um de nós. Os pontos-gatilho podem ser o resultado de muitas coisas, um trauma físico (como uma lesão ou acidente), ou pelo uso repetitivo insalubre dos músculos que provocam grande tensão no corpo. Tal como posições impróprias para dormir, carregando uma bolsa no mesmo ombro todos os dias, até mesmo os músculos usados para manter nossa postura de cada dia! (músculos das costas, pescoço, ombros e quadris, por exemplo) certos tipos de doenças viscerais ou angústia emocional ainda pode deixar o indivíduo mais propenso a ter pontos de gatilho.

Mesmo no primeiro contato, o terapeuta vai se sentir um pacote ou nódulo de fibras musculares que são mais consistentes do que o normal. O cliente vai sentir hipersensibilidade local (talvez até ter um "salto" como reação), bem como a irradiação da dor. Também como resposta, pode haver contração local.

Existem duas categorias de ponto de gatilho:
Ativo: Causa dor em repouso. A dor é muitas vezes descrita como filme ou radiante.
Latente: Não causa dor espontânea, mas a dor está presente quando palpada. Pode restringir o movimento ou causar fraqueza muscular.

Há algumas grandes maneiras de tratar pontos-gatilho:
Massagem profunda projetado para pontos de gatilho pode fazer maravilhas! Um terapeuta treinado pode ser mais específico e atento ao ponto - sentindo o tecido e dissipando sob seu toque. Em situações mais extremas ultrassom têm sido usado para desativar essas áreas problemáticas.

Você sabia que o mal alinhamento da cabeça pode ter relação com a dor nas costas?

A cabeça quando em alinhamento correto não deve pesar mais de 5,44 kg. No entanto, quando no lugar errado, ela coloca uma pressão 19,05 kg em sua coluna. Por vezes, esta tensão nas costas pode causar lesões. Ele também pode levar a músculos do peito tensionados.

Aprenda a sentar e ficar em alinhamento adequadamente para manter a circulação fluindo de forma eficiente para viver uma vida longa e feliz.


FONTE: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=491338734276958&set=a.156411584436343.40069.125861970824638&type=1&relevant_count=1&ref=nf

PERÍNEO BEM TRABALHADO GARANTE VIDA SEXUAL ANIMADA E POSTURA FIRME

Um mistério: na era do culto ao corpo, quando tanta gente sabe nomes de músculos na ponta da língua, o períneo permanece desconhecido e mal aproveitado.
Claro, não dá para exibir essa musculatura, mais profunda. Mas será preciso tanta sutileza para lidar com essa estrutura essencial a funções básicas como fazer xixi, sexo ou manter a postura?

"Pouca gente sabe onde é [o períneo]. Há um tabu enorme, já começa no reconhecimento de um lugar que pertence ao seu corpo", diz a fisioterapeuta Betty Gervitz, especialista em dança e saúde e doutoranda em gerontologia pela Unifesp.

Um sinônimo para períneo é assoalho pélvico. Desse jeito, fica mais fácil imaginar sua localização no corpo. Mesmo assim, não é fácil encontrar esse "chão". Afinal, ele se mexe, embora a maioria não se dê conta disso.

"O períneo é como qualquer outro músculo, tem que movimentar para não perder a força", afirma Débora Padua, fisioterapeuta especialista em uroginecologia.

 TRABALHO PESADO

Além de pouco usado em movimentos conscientes, o assoalho pélvico tem outra particularidade: é ele que sustenta os órgãos genitais.

O fisioterapeuta Gustavo Sutter Latorre, editor do portal Perineo.net, compara o assoalho pélvico a uma cama elástica que vai do osso púbico ao cóccix. "Só que essa cama não cede ao peso simplesmente, ela faz uma força contrária, empurrando [os órgãos] para cima."

Na mulher, o trabalho é mais pesado: o assoalho pélvico sustenta mais órgãos (útero, ovários) e, frequentemente, o peso da gravidez.

Exercitar o períneo é bom para homens e mulheres de qualquer idade, mas é um cuidado mais importante para a mulher que já teve filhos, segundo Ana Carolina Basso Schmitt, doutora em saúde pública e fisioterapeuta,

Fazer um treino de força regular é a melhor forma de prevenir problemas futuros, como a incontinência urinária na velhice.

E de ganhar muito no curto prazo. "Exercícios para o períneo deixam a região genital mais bem irrigada, forte, viva", afirma Latorre.

Todas as práticas de ioga incluem exercícios para o períneo, lembra Anderson Allegro, professor da escola Aruna Yoga, em São Paulo. "O mula bandha, contração sustentada do períneo, é ensinado desde as primeiras aulas. Ele dá o chão para a realização das posturas."

Na ioga, a base da coluna, onde o períneo se insere, está ligada à kundalini, energia de vida, do despertar, da sexualidade.

"Contrair o períneo regularmente devolve o prazer pela vida. Sexual, sim, mas não é o foco. É vitalidade em geral, para mulheres e homens", afirma Allegro.
Os exercícios que contraem a região da pelve preservam a saúde dos testículos e da próstata. E podem ajudar a função erétil.

"A musculatura do períneo ajuda o músculo eretor do pênis a atingir o grau máximo de ereção", diz Latorre.

Nas mulheres, o treino aumenta a lubrificação e a sensibilidade do canal vaginal.

POMPOARISMO

A agente de turismo Júlia, 28, aprendeu a contrair conscientemente o períneo em um curso de pompoarismo. Na técnica, originária da Ásia, bolinhas de metal ou plástico são introduzidas na vagina com a função de halteres, para o desenvolvimento da força e do controle motor dos músculos.

No Brasil, o pompoarismo é mais associado à pornografia ou a "sexo de resultados" (tipo "agarre seu homem"). Mas sua base é a mesma dos exercícios usados em tratamentos fisioterápicos ou em protocolos médicos, como o que o ginecologista norte-americano Arnold Kegel criou nos anos 1940 (os "exercícios de Kegel").

Bolinhas tailandesas (ben wa) ou cones são usados para praticar contrações e "manobras" --que podem depois ser reproduzidas com o parceiro. "No começo, é difícil contrair, respirar e ainda curtir. Depois, fica gostoso e você quer praticar sempre", afirma Júlia.

Para quem prefere uma técnica menos "invasiva", algumas atividades físicas ajudam tanto quanto a arte do pompoarismo no fortalecimento do assoalho pélvico.

No pilates, por exemplo, a contração do períneo é sempre solicitada para estabilizar a coluna, segundo Isaías Vieira, coordenador de pilates da academia Bio Ritmo.

"Quando você vai fazer a organização do quadril, contrai o períneo para aproximar os dois ísqueos (ossinhos na parte inferior do quadril) e, depois, o cóccix do osso do púbis. A coluna lombar fica bem posicionada e dá uma base sólida para a organização das outras articulações", explica Gervitz.

Nas aulas de pilates, além desse acionamento sutil do assoalho pélvico, a contração interna é realizada junto com movimentos maiores, que envolvem outros músculos, como os de elevação da coluna lombar, diz Vieira.

Fazer a báscula do quadril (um balanço para frente) é uma das formas mais fáceis de contrair o períneo. É por isso que a dança do ventre é uma boa atividade para fortalecer o assoalho pélvico.

"Não é só a dança do ventre. O balé também trabalha muito esse encaixe do quadril", lembra Débora Sabongi, bailarina e professora de dança do ventre.

COORDENAÇÃO FINA

Mesmo assim, a dança oriental é uma das mais indicadas, segundo o fisioterapeuta Latorre. "Ela mobiliza a pelve e desenvolve uma coordenação motora muito fina da região do quadril."

Já a musculação tradicional, em aparelhos, pouco ou nada faz por essa área do nosso corpo, segundo Luciano D'Elia, educador físico especialista em treinamento funcional. "No treino funcional, ao contrário, a musculatura pélvica, a lombar e a abdominal são o ponto de partida dos exercícios", diz. 

Fonte: Folha

quinta-feira, 27 de junho de 2013

FISIOTERAPIA PARA O LABIRINTO

Especialista aponta eficácia de método de reabilitação baseado em exercícios personalizados
Mais de 300 quadros clínicos distintos, com mais de 2 mil causas possíveis, tornam o diagnóstico das doenças do labirinto um desafio para qualquer especialista na área da otorrinolaringologia. Apesar do grau de dificuldade no diagnóstico, doenças como a “labirintite”, que podem se manifestar de maneiras diversas, com sintomas inusitados, são consideradas benignas na maioria das vezes.

Hoje, busca-se primeiro detectar com maior exatidão as causas dos problemas no labirinto, explica a otorrinolaringologista, com subespecialidade no campo chamado otoneurologia, Heiko Yokoy. A partir daí, o especialista consegue fechar um diagnóstico em 90% dos casos. Ela chama a atenção para o que entende ser uma revolução, alcançada com o trabalho dos últimos 15 anos, em termos de labirinto: a reabilitação vestibular, uma fisioterapia direcionada para o labirinto, com “enorme sucesso terapêutico”.

Trata-se de exercícios específicos, feitos sob orientação do médico. Essa reabilitação é “altamente personalizada”, com exercícios variados e diferentes indicações. Há pacientes que fazem a reabilitação no consultório. Contudo, a maior parte, segundo a especialista, faz os exercícios em casa, durante um período de tempo. A única coisa que precisa é “ter vontade de melhorar e disciplina”. A resposta num paciente de média idade e crianças costuma surgir logo – “ com 30 dias o paciente já esta 70% melhor”.

É um método que avalia como, “superinteressante” porque “não tem efeito colateral, é eficaz e não traz transtorno para o paciente” que, muitas vezes, já tem outros problemas de saúde. “Depois que surgiu a reabilitação vestibular, o sucesso terapêutico aumentou muito.” Sabe-se, segundo ela, que 90% dos pacientes tem uma resposta boa ao método e “a grande maioria dos casos fica completamente assintomática”.
FISIOTERAPIA

A literatura e a prática diária demonstram que a eficácia da fisioterapia é dependente de um conjunto de procedimentos e rotinas diagnósticas. O fisioterapeuta deve buscar a identificação e os aspectos quali-quantitativos do distúrbio cinético-funcional dos órgãos e sistemas do equilíbrio acometidos (Quadro 01).Ao sistematizar uma rotina diagnóstica adequada, o profissional encontra-se em condições de prescrever e administrar um tratamento apropriado. O paciente pode ser portador de distúrbio vestibular primário que permanece ativo ou pode simplesmente estar com seqüelas resultantes de uma pobre compensação do SNC após um evento labiríntico prévio. Esta distinção é crucial ao se considerar o uso da Reabilitação Vestibular.

REABILITAÇÃO NAS DESORDENS VESTIBULARES

A introdução dos exercícios como modalidade terapêutica foi idealizada na década de quarenta por Cawthorne [1944] e Cooksey [1946]. Entretanto, mais recentemente, os fisioterapeutas vêm tornando-se mais interessados na Reabilitação Vestibular (RV).

Dados recentes da literatura, baseados em estudos controlados, demostraram a eficácia da RV, no qual classificaram dois grandes grupos de problemas vestibulares periféricos que se beneficiaram do programa: vestibulopatias de origem biomecânica => Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) e aquelas originadas por lesão funcional ou hipofunção vestibular uni ou bilateral.

A VPPB é a presença de um ou mais canais semicirculares excitados inadequadamente, sendo a causa mais comum de vertigem. As manifestações clínicas incluem a ocorrência de sintomas objetivos, tais como as reações tônicas posturais (músculos) e o nistagmo, e através de queixa subjetiva, a vertigem. Os sintomas são disparados por mudança de posição da cabeça. É mais comum na mulher que no homem, e pouco freqüente em crianças. Ocorre, espontaneamente, em 50% de todos os pacientes que foram vítimas de traumas cranianos, labirintites ou hipofluxo da artéria vestibular anterior (esta artéria supre os canais superior e lateral do utrículo e a artéria vestibular posterior supre o sáculo e seu canal posterior). A remissão espontânea é comum, mas as recorrências podem ocorrer.

Fisiopatologicamente, a VPPB possui dois mecanismos para explicar seus sinais e sintomas. Um mecanismo seria a cupulolitíase (nistagmo de posicionamento com duração superior a um minuto), onde haveria uma degeneração dos otólitos (debris) utriculares que depositariam-se, na maioria dos casos, à ampola do ducto semicircular posterior, tornando a crista ampular (sensor de movimento rotatório) sensível a movimentos lineares. A outra etiologia seria a ductolitíase (nistagmo de posicionamento com duração inferior a um minuto), resultante de debris otolíticos que entrariam pelo braço longo do canal semicircular posterior, movendo-se pelo seu interior sob ação da gravidade. O nistagmo é do tipo rotatório/vertical, fatigável, com tempo de latência de 01 a 10 segundos, aproximadamente.

Na maioria dos casos de VPPB, o acometimento é unilateral. No entanto, aproximadamente 8% dos pacientes apresentaram a VPPB bilateral em canais semicirculares posteriores, caracterizado por nistagmo de posicionamento vertical para cima e rotatório anti-horário em decúbito lateral direito e nistagmo de posicionamento vertical para cima e rotatório em decúbito lateral esquerdo, à manobra de Dix-Hallpike com Sistema de Videonistagmoscopia infravermelha. Na maioria dos casos, a hipótese diagnóstica é compatível com ductolitíase. Apenas 2%-4% apresentam cupulolitíase. Em todos indica-se a terapia otoneurológica integrada (tratamento etiológico, RV, orientação nutricional, modificação de hábitos e medicação antivertiginosa). A manobra de reposicionamento canalítica de Epley pode ser aplicada inicialmente nos casos de ductolitíase. Assim como, a manobra liberatória de Sémont nos casos de cupulolitíase. Alguns casos de baixa intensidade pode ser indicado exercícios de Brandt-Daroff (Fig 01). Os pacientes apresentam melhora importante dos sinais e sintomas (nistagmo e vertigem). Os resultados são equivalentes aos encontrados nos casos unilaterais. Tais manobras foram, também, modificadas pela fisioterapeuta norte-americana Susan Herdman,PT,PhD [2007].
Vários fatores devem ser levados em consideração na escolha do tratamento apropriado em VPPB. Alguns itens incluem a detecção precisa do canal afetado, os fatores de morbidez e a habilidade do paciente em aderir às exigências do tratamento. A escolha do tratamento é baseada na identificação precisa do canal envolvido e a resultante direção do nistagmo.

Na Lesão Vestibular Unilateral Periférica, o olhar fixo, à prova da poltrona rotatória, apresentará nistagmo do lado afetado e de curta duração, comparado ao lado são. O objetivo da FL é diminuir a resposta maior do lado contra-lateral, através de uma série de exercícios combinados com rotações da cabeça e movimento dos olhos, associados com reeducação da marcha e equilíbrio.

Na Hipofunção Vestibular Bilateral Periférica, é comum observar a presença de oscilopsia (sensação que o ambiente se move nos planos horizontal ou vertical), instabilidade postural e alteração da marcha. Um estudo observacional prospectivo não-controlado em 22 pacientes demonstrou melhora dos sintomas em 11 (50%) pacientes submetidos à RV, com melhora estatisticamente significativa na marcha dos pacientes submetidos a exercícios vestibulares padronizados.


FISIOTERAPIA: (adaptado de Susan Herdman,PhD,PT - 2007).
- História / Anamnese: (adaptado de Susan Herdman,PhD,PT - 2007).
- Sintomas subjetivos: (alta confiabilidade v= 0.97)
ESCALA DE AVALIAÇÃO DE INCAPACIDADE:
CritérioScore
 Sem incapacidade(sint. Pobres)
0
 Sem incapacidade (sint. Algo preocupante)1
 Incapacidade média (faz tarefas comuns)2
 Incapacidade moderada (não faz tarefas comuns)3
 Incapacidade severa recente (licença médica)4
 Incapacidade severa confirmada5
(Fonte: SHEPARD, NT; TELIAN, AS; SMITH-WHEELOCK, M. Habituation and Balance Retraining: A Retrospective Review. Neurol. Clin 8: 459, 1990).
- História funcional (nível de atividade prévia e atual).
- Expectativas do(a) paciente.







EXAME CLÍNICO:
a) Testando (Ref. Oculomotor e Ref. Vestíbulo-ocular / RVO)
Sala iluminada: movs. Extra-ocular, diplopia, inclinação, perseguir, sacádicos, nistagmo espontâneo ou por olhar fixo.
RVO= c/ movimentos lentos e rápidos da cabeça.
(c/ cartão) acuidade visual com cabeça parada e durante oscilação suave da cabeça.
Com lentes de Frenzel: Nistagmo espontâneo e por olhar fixo; C/ agitação da cabeça; Induzido por pressão do tragus; Induzido por hiperventilação (psic?); Nistagmo posicional.
b) Sensibilidade:
Propriocepção, tato fino, vibração, cinestesia, dor, testes quantitativos (limiar de vibração, diapasão).
Visão: acuidade e campo.
c) Coordenação (provas cerebelares): quadrantes superior e inferior.
Prova dos braços estendidos, Diadococinesia; calcanhar-tíbia; fixação postural.
d) Amplitude de movimento= passivo e ativo.
e) Força muscular = preensão, tronco, extremidades.
f) Desvio postural
g) Teste movimento e posição (Dix-Hallpike, Brandt-Daroff, outros)
h) Equilíbrio sentado
i) Equilíbrio estático (olhos abertos e fechados)
Romberg, Romberg Sensibilizado (Barré), 01 perna (Fournier), plataforma.
j) Equilíbrio com sistemas sensoriais alternados (Shumway e Horak) => olhos abertos e fechados "cobrir a visão com abóboda" + espuma no chão - sob os pés.
k) Equilíbrio dinâmico (movimentos auto-iniciados):
- Teste de Duncan: teste da distância que pode ser alcançada inclinando (de pé e com fita métrica).
- Teste de Gabell e Simons: Funcional para idosos com risco de quedas.
- Teste de Unterberger-Fukuda: andando no mesmo lugar (1º- olhos abertos, 2º- olhos fechados). N= deslocamento até 50 cm; girar até 30º.
l) Marcha = normal, acelerado, lento, Marcha em estrela (Babinsky-Weil).
m) Avaliação funcional da marcha: percurso com obstáculo; atividades com dupla-tarefa (marcha no mesmo lugar + degrau + bola).
n) Questionário DHI (Jacobson et al, 1990).
Quadro 01- Fisioterapia: Roteiro Cinético-Funcional. Fonte: HERDMAN, SJ. Vestibular Rehabilitation. Third Edition. Pa: FA Davis Co; Contemporary Perspectives in Rehabilitation. Philadelphia, 2007. Herdman, SJ. Vestibular Rehabilitation.3ª Edition. Pa: FA Davis Co; Phyladelphia, 2007.

REABILITAÇÃO NAS DESORDENS VESTIBULARES
A introdução dos exercícios como modalidade terapêutica foi idealizada na década de quarenta por Cawthorne [1944] e Cooksey [1946]. Entretanto, mais recentemente, os fisioterapeutas vêm tornando-se mais interessados na Reabilitação Vestibular (RV).
Dados recentes da literatura, baseados em estudos controlados, demostraram a eficácia da RV, no qual classificaram dois grandes grupos de problemas vestibulares periféricos que se beneficiaram do programa: vestibulopatias de origem biomecânica => Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) e aquelas originadas por lesão funcional ou hipofunção vestibular uni ou bilateral.
A VPPB é a presença de um ou mais canais semicirculares excitados inadequadamente, sendo a causa mais comum de vertigem. As manifestações clínicas incluem a ocorrência de sintomas objetivos, tais como as reações tônicas posturais (músculos) e o nistagmo, e através de queixa subjetiva, a vertigem. Os sintomas são disparados por mudança de posição da cabeça. É mais comum na mulher que no homem, e pouco freqüente em crianças. Ocorre, espontaneamente, em 50% de todos os pacientes que foram vítimas de traumas cranianos, labirintites ou hipofluxo da artéria vestibular anterior (esta artéria supre os canais superior e lateral do utrículo e a artéria vestibular posterior supre o sáculo e seu canal posterior). A remissão espontânea é comum, mas as recorrências podem ocorrer.
Fisiopatologicamente, a VPPB possui dois mecanismos para explicar seus sinais e sintomas. Um mecanismo seria a cupulolitíase (nistagmo de posicionamento com duração superior a um minuto), onde haveria uma degeneração dos otólitos (debris) utriculares que depositariam-se, na maioria dos casos, à ampola do ducto semicircular posterior, tornando a crista ampular (sensor de movimento rotatório) sensível a movimentos lineares. A outra etiologia seria a ductolitíase (nistagmo de posicionamento com duração inferior a um minuto), resultante de debris otolíticos que entrariam pelo braço longo do canal semicircular posterior, movendo-se pelo seu interior sob ação da gravidade. O nistagmo é do tipo rotatório/vertical, fatigável, com tempo de latência de 01 a 10 segundos, aproximadamente.
Na maioria dos casos de VPPB, o acometimento é unilateral. No entanto, aproximadamente 8% dos pacientes apresentaram a VPPB bilateral em canais semicirculares posteriores, caracterizado por nistagmo de posicionamento vertical para cima e rotatório anti-horário em decúbito lateral direito e nistagmo de posicionamento vertical para cima e rotatório em decúbito lateral esquerdo, à manobra de Dix-Hallpike com Sistema de Videonistagmoscopia infravermelha. Na maioria dos casos, a hipótese diagnóstica é compatível com ductolitíase. Apenas 2%-4% apresentam cupulolitíase. Em todos indica-se a terapia otoneurológica integrada (tratamento etiológico, RV, orientação nutricional, modificação de hábitos e medicação antivertiginosa). A manobra de reposicionamento canalítica de Epley pode ser aplicada inicialmente nos casos de ductolitíase. Assim como, a manobra liberatória de Sémont nos casos de cupulolitíase. Alguns casos de baixa intensidade pode ser indicado exercícios de Brandt-Daroff (Fig 01). Os pacientes apresentam melhora importante dos sinais e sintomas (nistagmo e vertigem). Os resultados são equivalentes aos encontrados nos casos unilaterais. Tais manobras foram, também, modificadas pela fisioterapeuta norte-americana Susan Herdman,PT,PhD [2007].




fig.01-Exercícios de Bandt-Daroff. fonte: HERDMAN, SJ.Vestibular Rehabilitation. Third Edition. Third Edition. Pa: FA Davis Co; Contemporary Perspectives in Rehabilitation. Philadelphia, 2007.

Vários fatores devem ser levados em consideração na escolha do tratamento apropriado em VPPB. Alguns itens incluem a detecção precisa do canal afetado, os fatores de morbidez e a habilidade do paciente em aderir às exigências do tratamento. A escolha do tratamento é baseada na identificação precisa do canal envolvido e a resultante direção do nistagmo.
Na Lesão Vestibular Unilateral Periférica, o olhar fixo, à prova da poltrona rotatória, apresentará nistagmo do lado afetado e de curta duração, comparado ao lado são. O objetivo da FL é diminuir a resposta maior do lado contra-lateral, através de uma série de exercícios combinados com rotações da cabeça e movimento dos olhos, associados com reeducação da marcha e equilíbrio.
Na Hipofunção Vestibular Bilateral Periférica, é comum observar a presença de oscilopsia (sensação que o ambiente se move nos planos horizontal ou vertical), instabilidade postural e alteração da marcha. Um estudo observacional prospectivo não-controlado em 22 pacientes demonstrou melhora dos sintomas em 11 (50%) pacientes submetidos à RV, com melhora estatisticamente significativa na marcha dos pacientes submetidos a exercícios vestibulares padronizados.

TÉCNICAS DE REABILITAÇÃO VESTIBULAR:

Na Crise
- Eletroestimulação Cervical (semelhante ao aparelho TENS) => Corrente alternada, bifásica, freqüência (80 Hz), largura do pulso (100 - 150 cseg) e intensidade confortável para o paciente.
Os eletrodos são colocados na região paravertebral cervical (C2-C4) do lado não-afetado e na região do trapézio (fibras superiores) contralateral. Utilizam-se duas sessões diárias de 40 minutos. O objetivo é promover uma estimulação de fibras tipo A (grossas) (proprioceptivas) com influência do reflexo cérvico-espinhal, para propiciar uma ativação ascendente até ao nível dos núcleos vestibulares (tronco encefálico), simulando as informações que deveriam vir do labirinto acometido.

- Estimulações Plantares e na Região Cervical (Somatosensorial)
São baseadas em experiências cinesiológicas. As estimulações plantares (quadrante inferior) são realizadas através de técnicas proprioceptivas consagradas na Fisioterapia (equilíbrio com almofada sob os pés, por exemplo). Na região cervical, convém a aplicação das técnicas tradicionais que oferecem respostas interessantes para esta etapa do tratamento.

Fase Crônica
- Exercícios de Adaptação (RVO) => O especialista deve selecionar os exercícios mais indicados, de acordo com a necessidade do paciente. São exercícios posturais, com movimentos de cabeça, pescoço, olhos e podendo associá-los com a marcha.

Os resultados obtidos com as diversas técnicas de reabilitação são extremamente favoráveis, sendo recomendado o seu emprego rotineiro na terapêutica das vestibulopatias crônicas. Os exercícios supervisionados e personalizados, podem oferecer influências positivas para a estabilização dos sintomas e para redução da incapacidade inicial severa, além de apresentarem excelentes respostas nos casos mais recentes, quando comparados aos exercícios sem supervisão direta do fisioterapeuta.
 

Fonte: O Popular